Um risco luminoso cortou o céu. Fechando os olhos, o Viajante mentalizou um desejo. Quando abriu-os novamente, sua amiga Shuei estava a seu lado, com seu vestido azul diáfano, olhos profundos como o mar e pele suave como os riachos. Não era aquilo que ele havia desejado, mas ficou tão feliz em vê-la ali quanto se houvesse obtido o desejo da estrela cadente.
– Você fala com os mortos – ela comentou calmamente.
– Os mortos?
– A estrela que caiu. Você foi o último a falar com ela.
– Elas realmente ouvem nossos pedidos?
– Às vezes, quando as pessoas falam alto o suficiente. Mas não adianta gritar, não é assim que as coisas funcionam.
– Quer dizer que, se ela me ouviu, vou ter o meu desejo realizado?
– Vocês humanos tem noções tão estranhas. Estrelas Cadentes não realizam desejos, tolinho.
– Não?
– Não.
– O que elas fazem então?
– Ouvem. Elas ouvem e ecoam os desejos pelo universo e nas memórias daqueles que os geraram para que não se esqueçam do que há de mais belo em seus corações.
– E se a pessoa desejar algo ruim?
– Essa coisas não ecoam, elas corroem. Estrelas Cadentes não ouvem coisas ruim. Elas só ouvem aqueles desejos que brilham e aquecem o peito, pois esse é o tipo de coisa que vale a penas eternizar.
O Viajante ficou pensativo por um tempo, observando o céu estrelado e todos os desejos viajando entre os pontinhos luminosos. Ele se sentiu minúsculo, como se agora fizesse parte daquela valsa celeste, e o sentimento era devastadoramente grandioso.
– Agora sei porque o céu é tão bonito – disse, sem fôlego.
– Você fala com os mortos – ela comentou calmamente.
– Os mortos?
– A estrela que caiu. Você foi o último a falar com ela.
– Elas realmente ouvem nossos pedidos?
– Às vezes, quando as pessoas falam alto o suficiente. Mas não adianta gritar, não é assim que as coisas funcionam.
– Quer dizer que, se ela me ouviu, vou ter o meu desejo realizado?
– Vocês humanos tem noções tão estranhas. Estrelas Cadentes não realizam desejos, tolinho.
– Não?
– Não.
– O que elas fazem então?
– Ouvem. Elas ouvem e ecoam os desejos pelo universo e nas memórias daqueles que os geraram para que não se esqueçam do que há de mais belo em seus corações.
– E se a pessoa desejar algo ruim?
– Essa coisas não ecoam, elas corroem. Estrelas Cadentes não ouvem coisas ruim. Elas só ouvem aqueles desejos que brilham e aquecem o peito, pois esse é o tipo de coisa que vale a penas eternizar.
O Viajante ficou pensativo por um tempo, observando o céu estrelado e todos os desejos viajando entre os pontinhos luminosos. Ele se sentiu minúsculo, como se agora fizesse parte daquela valsa celeste, e o sentimento era devastadoramente grandioso.
– Agora sei porque o céu é tão bonito – disse, sem fôlego.
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