Na televisão, famosos falam sobre si em programas transmitidos pela mesma emissora onde trabalham, mais ou menos como um Clube do Bolinha com alcance nacional. Usar o controle remoto para checar todos os canais mostra que nenhum escapa da fórmula, por mais que se esforcem para soar originais, criativos e - essa parte é a pior de todas - engajados nas grandes questões do país.
Um suspiro saudoso pelo inocente dia em que a tv a cabo foi assinada, promessa de opções melhores nos momentos de lazer mais preguiçoso. Uma semana depois, a repetição de séries e filmes e infindáveis reality shows não torna o primo rico muito melhor do que o pobre, apenas mais frustrante.
Um suspiro saudoso pelo inocente dia em que a tv a cabo foi assinada, promessa de opções melhores nos momentos de lazer mais preguiçoso. Uma semana depois, a repetição de séries e filmes e infindáveis reality shows não torna o primo rico muito melhor do que o pobre, apenas mais frustrante.
Melhor mesmo é ler um livro, mas as palavras se confundem, os parágrafos parecem estar desconectados entre si e os bocejos aumentam a cada página virada irresponsavelmente, longe de ter sido entendida. A obra é boa e não merece tal desrespeito, sendo deixada de lado com a promessa de ser retomada em momento mais propício.
Não chove, então não se pode culpar o tempo. Ninguém próximo morreu nem está doente, então não se pode culpar a fragilidade emocional. Mesmo assim, a letargia domina o corpo cansado em um sono desperto e mergulhado em marasmo, quando até sentir tristeza é muito empenho.
Nesses momentos, o melhor a fazer é culpar o pobre e trabalhador sistema digestivo e rolar no sofá indolentemente, sem força de vontade nem para checar alguma leviandade na internet.
É apenas a tarde de domingo, essa invenção (sintoma? reação?) moderna que nos acompanha semanalmente.
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