No Chile construíram muitas cidades para os trabalhadores de companhias que eram instaladas no meio do nada. Junto com a indústria, vinham seus funcionários, com suas famílias, e vinha a cidade.
Não passavam muitos anos e a companhia deixava o local. E, juntamente com ela, iam-se seus trabalhadores e famílias. As cidades, agora fantasmas, eram então destruídas; não tinham mais razão de existir.
Patricia Cortez nasceu e cresceu nessas efêmeras cidades, cidades que não existem mais. As ruas onde brincou e caminhou viraram rodovias, estradas mal cuidadas ou simplesmente sumiram. As casas onde morou, as escolas onde estudou, toda aquela paisagem refugiou-se apenas nas poucas fotos da época.
- Se eu quiser voltar, - relatou ela - não encontrarei nada nos seus lugares. Elas estão apenas nas minhas lembranças.
Isso me lembra os contos de "Cidades Invisíveis", do Italo Calvino. Esse é meu livrinho de cabeceira. =]
ResponderExcluirAdoro esse livro (bem, na verdade, já comentei isso com você)... Inspirou um pouco do conto sim ;)
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