Depois de quinze minutos andando as duas últimas quadras, o motorista percebeu que o congestionamento o irritava.
Ele não se importava de ficar parado um tempo para depois andar. O que o incomodava era o constante "arrancar e parar" daquela monotonia. A fila se perdia de vista, e nunca parava ou andava de fato.
Se entreteve por um instante imaginando como seria se uma bomba explodisse e levasse toda a fila embora. Sorriu imaginando o caminho livre e o carro andando... trocando de marcha... há quanto tempo não trocava de marcha? Ah... quinze minutos.
O devaneio durou pouco porque o carro da frente andou mais alguns metros.
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