Começou baixinho. Dos prédios em volta, quase não se ouvia. Foi aumentando, e ao fundo o Menino percebeu um murmúrio. Continuou o dia inteiro, escorregando pela janela aberta da sala e se convidando para a mesa de café na cozinha. À noite já era possível distinguir algumas palavras na sala.
No fim do dia, seu pai desligou a televisão e ficou ouvindo aquele som como quem ouve a chuva numa noite de verão. Agora já era possível distinguir claramente palavras entoadas em coro, crescendo a cada minuto.
O Menino, de olhos arregalados, correu para a janela. Baixou seus olhos e deixou-os passear indiscriminadamente pela rua. Via tantas vozes, tantos gritos, tantos corações! Todos eles sangravam e pediam pela cura com rostos resolutos e guerreiros.
- O que está vendo, filho?
- A canção da pátria!
No dia seguinte, o apartamento permaneceu vazio.
No fim do dia, seu pai desligou a televisão e ficou ouvindo aquele som como quem ouve a chuva numa noite de verão. Agora já era possível distinguir claramente palavras entoadas em coro, crescendo a cada minuto.
O Menino, de olhos arregalados, correu para a janela. Baixou seus olhos e deixou-os passear indiscriminadamente pela rua. Via tantas vozes, tantos gritos, tantos corações! Todos eles sangravam e pediam pela cura com rostos resolutos e guerreiros.
- O que está vendo, filho?
- A canção da pátria!
No dia seguinte, o apartamento permaneceu vazio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário