Nossos avós também tiveram suas luas de mel. Só talvez não tão cinematográficas quanto as que se vendem por aí hoje em dia, como conta essa avó:
- Eu falei pra ele: “ ‘tô sentindo percevejo andando na minha perna!” E ele não acreditou, disse que eu ‘tava com sono e que isso devia ser frio, que era pra eu me cobrir e dormir. – E olhou para o avô com o rabo do olho, que continuou:
- Aí, no meio da noite, senti alguma coisa andando na minha perna... Fui acender um fósforo pra ver o que era, mas não encontrei nenhum...
- Espere aí, não tinha luz? – interrompeu seu filho.
- Tinham desligado a luz à meia-noite. – e o avô continuou: – Quando foi de manhã que vi: a cama ‘tava cheia de formiga!
- E olha que procuramos o melhor hotel na época! – completou a avó, antes de murmurar que naquele tempo não havia tanto hotel como hoje – E no fim não valia era nada...
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