O Viajante se debruçava o máximo que podia na janela. O vento fustigava seu rosto e a sensação iminente de queda deixavam seu corpo formigando de medo, expectativa e ousadia. Lá em baixo, o oceano se movia lentamente sempre na mesma direção. Na verdade, era o dirigível que voava sobre ele. O Viajante nunca havia sequer imaginado percorrer distâncias tão grandes e em tal velocidade, mas esta era a maneira mais rápida de ir até outros continentes e ilhas.
- Apreciando a vista? - perguntou-lhe o Capitão, se aproximando.
Ele era jovem e robusto, diferente da sua máquina voadora, velha e puída. Quando embarcara, aquele homem havia lhe dito que não era o primeiro capitão daquele dirigível, mas seu sucessor, que o construíra e reformara inúmeras vezes havia construído o zepelim mais resistente e teimoso do mundo; ele nunca cairia enquanto houvesse alguém para pilotá-lo.
Quem o pilotava agora era um homem muito baixo, mas de braços fortes e olhos de falcão. Ele era um bom piloto, mas não tão bom quanto uma certa Timoneira que ocupara seu posto décadas antes.
- Sabe, minha avó já viajou neste dirigível.
O atual Capitão seguiu seu olhar, que estava posto no Timoneiro, e compreendeu onde a mente do rapaz estava mirando.
- Sim, eu sei quem ela foi. Ela participou da última expedição impossível desta máquina. É uma pena, mas os dias dourados do dirigível já passaram.
- Não poderíamos visitar a ilha que eles visitaram? A ilha no céu?
O Capitão deu uma sonora risada, ao que todos os outros tripulantes voltaram sua atenção para os dois.
- Não, amigo! Seria uma empreitada de muitos anos, e temos carga importante para transportar. Se ao menos eles tivessem deixado um mapa com as direções... mas não, a ilha no céu é um lugar que se deve chegar através de seus próprios esforços.
- Mas o senhor já a procurou, não? Tem pelo menos uma idéia de onde ela pode estar? Sobre qual oceano, ou perto de qual continente?
O Capitão ficou pensativo por um longo tempo antes de responder:
- Só o que eu sei é que aquela ilha está fora do nosso alcance, rapaz.
O Viajante voltou a olhar pela janela depois que o Capitão se afastou. O mar continuava correndo abaixo do dirigível. Há dias o cenário não mudava. Não havia nem mesmo ilhas para mudar aquela vista, muito menos a ponta do continente que era seu destino. Por que todas as terras que ele procurava ficavam tão longe?
- Apreciando a vista? - perguntou-lhe o Capitão, se aproximando.
Ele era jovem e robusto, diferente da sua máquina voadora, velha e puída. Quando embarcara, aquele homem havia lhe dito que não era o primeiro capitão daquele dirigível, mas seu sucessor, que o construíra e reformara inúmeras vezes havia construído o zepelim mais resistente e teimoso do mundo; ele nunca cairia enquanto houvesse alguém para pilotá-lo.
Quem o pilotava agora era um homem muito baixo, mas de braços fortes e olhos de falcão. Ele era um bom piloto, mas não tão bom quanto uma certa Timoneira que ocupara seu posto décadas antes.
- Sabe, minha avó já viajou neste dirigível.
O atual Capitão seguiu seu olhar, que estava posto no Timoneiro, e compreendeu onde a mente do rapaz estava mirando.
- Sim, eu sei quem ela foi. Ela participou da última expedição impossível desta máquina. É uma pena, mas os dias dourados do dirigível já passaram.
- Não poderíamos visitar a ilha que eles visitaram? A ilha no céu?
O Capitão deu uma sonora risada, ao que todos os outros tripulantes voltaram sua atenção para os dois.
- Não, amigo! Seria uma empreitada de muitos anos, e temos carga importante para transportar. Se ao menos eles tivessem deixado um mapa com as direções... mas não, a ilha no céu é um lugar que se deve chegar através de seus próprios esforços.
- Mas o senhor já a procurou, não? Tem pelo menos uma idéia de onde ela pode estar? Sobre qual oceano, ou perto de qual continente?
O Capitão ficou pensativo por um longo tempo antes de responder:
- Só o que eu sei é que aquela ilha está fora do nosso alcance, rapaz.
O Viajante voltou a olhar pela janela depois que o Capitão se afastou. O mar continuava correndo abaixo do dirigível. Há dias o cenário não mudava. Não havia nem mesmo ilhas para mudar aquela vista, muito menos a ponta do continente que era seu destino. Por que todas as terras que ele procurava ficavam tão longe?
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