"Truco!" gritava o rapaz batendo na mesa segurando sua última carta com a outra mão. "Truco!" repetia ele como se quisesse ser ouvido pelo bêbado inconsciente do outro lado do bar. Os copos na mesa balançavam com as batidas, a pilha com as cartas ao centro, desgrenhada, e a única carta à mostra, um três de ouro.
A insegurança não estava presente do outro lado. "Seis!" bradou o rapaz ao seu lado. "Seeeeeis!"
Em qualquer outro ambiente essas pessoas estariam prestes a ser expulsas do estabelecimento. Ali, eles eram quase uma atração, os gritos faziam parte do ruído. E eles não pararam.
"Nove! Quero ver! Nove!"
Alguns clientes se viraram para olhar para a mesa onde os quatro jovens jogavam. Chegaram há pouco tempo e já estavam animados assim. "Apenas uma garrafa de cerveja" disse um outro cliente balançando a cabeça e rindo.
"Doze!" e essa era a deixa para um jogo muito curto. E assim foi: o rapaz do primeiro grito jogou sua carta à mesa para mostrar o que estava guardando para o momento: um quatro de paus. "Mata o gato, papudo!"
Os outros três ocupantes da mesa, até então risonhos e barulhentos, ficaram sérios, alternando entre o constrangido e o curioso. Receoso, o outro baixou a carta: outro quatro de paus. Os outros dois fizeram o mesmo, e mais dois quatros de paus foram revelados. Isso era no mínimo constrangedor. Algo não fez sentido, mas ninguém queria tentar explicar.
Juntaram as cartas e começaram outra vez, dessa vez em silêncio.
A insegurança não estava presente do outro lado. "Seis!" bradou o rapaz ao seu lado. "Seeeeeis!"
Em qualquer outro ambiente essas pessoas estariam prestes a ser expulsas do estabelecimento. Ali, eles eram quase uma atração, os gritos faziam parte do ruído. E eles não pararam.
"Nove! Quero ver! Nove!"
Alguns clientes se viraram para olhar para a mesa onde os quatro jovens jogavam. Chegaram há pouco tempo e já estavam animados assim. "Apenas uma garrafa de cerveja" disse um outro cliente balançando a cabeça e rindo.
"Doze!" e essa era a deixa para um jogo muito curto. E assim foi: o rapaz do primeiro grito jogou sua carta à mesa para mostrar o que estava guardando para o momento: um quatro de paus. "Mata o gato, papudo!"
Os outros três ocupantes da mesa, até então risonhos e barulhentos, ficaram sérios, alternando entre o constrangido e o curioso. Receoso, o outro baixou a carta: outro quatro de paus. Os outros dois fizeram o mesmo, e mais dois quatros de paus foram revelados. Isso era no mínimo constrangedor. Algo não fez sentido, mas ninguém queria tentar explicar.
Juntaram as cartas e começaram outra vez, dessa vez em silêncio.
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