Era véspera de Natal, e numa mesa sentavam-se um avô, uma avó, seu filho e sua neta. “Sempre é bom conversar com meus avós”, pensava a neta. “Ou, pelo menos, escutar sua conversa...”
- Aquelas compotas de codorna dele, dizia a avó, - Ui, que horrível, nunca comi aquilo lá.
O avô discorda:
- Quê compota de codorna o quê...
- Compota de codorna quando ele ela pobre, completou o pai. - Agora ele come faisão.
- Faisão..., repetiu o avô.
A avó nem bem escutou o final da conversa, e já mudava de assunto. Pegou a neta pelo braço e contou:
- Na minha época, era assim: a gente esperava até meia-noite - meia-noite, repetiu, com a voz mais aguda - Então a gente rezava e ia correndo ver os presentes, que estavam sempre em cima dos sapatos.
A neta sorriu. Então o Natal, antigamente, era comemorado assim, entre compotas de codorna e presentes sobre os sapatos. Feliz e simples assim.
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