Um pequeno radio na cozinha tocava uma música muito mais antiga que a sua fabricação, da época em que seus predecessores começaram a se popularizar.
A música era envolvente, serena e carregada de paixão como um mar que apenas de leve é tocado pela brisa quente. Seus compositores a imaginaram passeando em calçadas de pedra preto e brancas na borda da areia, sob o sol mirando o mar.
A dona do radinho parou ao lado do aparelho e se deixou transportar para um dia que nunca vivenciou ao lado de seus compositores favoritos. Deixou-se passear à beira do mar num dia ensolarado, amarelado de tempo e luz. Tudo era amarelo em sua mente, lento e pulsante, um riso eterno.
A música acabou. O rádio foi desligado.
"Os músicos de cá não cantam como os músicos de lá. Do outro lado do rádio, tudo são flores, dores e amores. Aqui, o sol brilha azul, o verão só dura até as chuvas no fim da tarde e o desenho do mar nas calçadas não tem brisa nem areia, apenas pó.
"Meu lar é a cidade das nuvens. Aqui, o verão não dura uma canção."
A música era envolvente, serena e carregada de paixão como um mar que apenas de leve é tocado pela brisa quente. Seus compositores a imaginaram passeando em calçadas de pedra preto e brancas na borda da areia, sob o sol mirando o mar.
A dona do radinho parou ao lado do aparelho e se deixou transportar para um dia que nunca vivenciou ao lado de seus compositores favoritos. Deixou-se passear à beira do mar num dia ensolarado, amarelado de tempo e luz. Tudo era amarelo em sua mente, lento e pulsante, um riso eterno.
A música acabou. O rádio foi desligado.
"Os músicos de cá não cantam como os músicos de lá. Do outro lado do rádio, tudo são flores, dores e amores. Aqui, o sol brilha azul, o verão só dura até as chuvas no fim da tarde e o desenho do mar nas calçadas não tem brisa nem areia, apenas pó.
"Meu lar é a cidade das nuvens. Aqui, o verão não dura uma canção."
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