Fomos dormir depois das onze da noite, porque o Renato nos enrolou para jantar. Ele queria porque queria macarrão à bolonhesa, mas não encontramos em lugar nenhum.
Lá pelas três da manhã o Paulo levantou agitado, acordando todo mundo:
- Vamos pra água - foi a primeira coisa que disse - Pra chegar antes do pessoal de Matinhos.
A gente sempre foi meio rival daquele pessoal; sempre que eles chegam antes que a gente espantam os peixes. Mas eu falei:
- Paulo, não adianta ir agora, não vamos enxergar nada!
Até que o convencemos a voltar a dormir.
Perto das cinco da manhã eu e o Renato levantamos e aí, pra acordar o Paulo... Ele ´tava num sono daqueles pesados. Mas antes das seis estávamos no mar, no nosso ponto de mergulho.
Eles já queriam pular na água. Apostei uma cerveja com o Paulo de que ele não enxergaria nada, pois ainda estava escuro. Nem saí do barco. E ganhei a cerveja, claro. Eles voltaram pro barco só que, na espera pelo amanhecer... nós três acabamos dormindo.
Eram umas 6:15, 6:20, quando acordamos. Do nosso lado, ´tava o barco do pessoal de Matinhos. O Renato ficou louco:
- Como vocês chegaram aqui? Remando? Porque de motor não ouvimos nada!
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